4 de agosto de 2006

80 minutos de cinema

Capuchinho Vermelho: A Verdadeira História

Título original: Hoodwinked: The True Story Of Red Riding Hood
Realização: Cory Edwards
Intérpretes: Glenn Close (Voz), James Belushi (Voz), Anne Hathaway (Voz)

Estados Unidos, 2005

Comentário: O meu psicólogo chamava-lhe "infância mal resolvida". A minha mãe é condescendente e o meu pai, enfim, prefere fingir que não sabe o que se passa. Sim, eu não perco um desenho animado. Continuemos.
O motivo: A reinvenção de um dos clássicos da animação - Capuchinho Vermelho. A ousadia: Fazer duma história parva, uma história moderna. Não conseguiram, digo eu! E o sono que senti é testemunha.

Capuchinho Vermelho é tecnicamente deficiente (PIXAR, oh PIXAR!). A história baseia-se num arriscado principio de repetição: O mesmo acontecimento narrado pelos diferentes intervenientes, de acordo com a sua visão do mesmo. Resulta bem uma, duas vezes, mas quatro? Oh valha-nos Deus, que Jesus Cristo já não chega!
Vale pelo esquilo (um personagem muito, muito, muito parecido ao equivalente do Pular a Cerca, da Dreamworks) e pela loira que se sentou ao meu lado e me fez convites ordinários o filme inteiro*.

* Ok, esta da loira é uma invenção pós-nupcial.

3 de agosto de 2006

"La Casa!"

Em Dezembro passado, um grupo de cerca de uma centena de refugiados africanos protestava em silêncio frente à Catedral de Milão. O olhar triste e as faixas improvisadas contrastavam com o luxo de uma das cidades mais caras do mundo. O governo italiano dera-lhes o estatuto de refugiados políticos, mas esquecera-se do tecto.

1 de agosto de 2006

"Vamor ouvir mais uma opinião..."

Porque é que os espaços de opinião pública têm tanto sucesso?



Um sinal de democracia viva? Ou de regime doente, no qual os intervenientes de base só encontram numa linha telefónica a tribuna onde se sentem verdadeiramente livres?

(sem esquecer os que participam só porque gostam de se ouvir, numa espécie de mansturbação auditiva, e os outros que falam só porque sentem que devem ter uma opinião sobre todo e qualquer assunto, mesmo que não saibam o que dizem)

31 de julho de 2006

194 minutos de cinema*

Dois filmes, 194 minutos à frente do televisor.

Chupar no Dedo

Título original: Thumbsucker
Realização: Mike Mills
Intérpretes: Lou Taylor Pucci, Tilda Swinton, Vincent D`Onofrio, Keanu Reeves, Benjamin Bratt, Vince Vaughn

Estados Unidos, 2005

Comentário: O título é sugestivo, o palmarés prometedor, a capa bem conseguida. O filme, bem, um aborrecimento de 100 minutos. "Comédia", dizem eles, "chatice", respondo eu!
Mau demais para ser verdade. Chega a dar pena do pobre Lou Pucci: Com um cabelo que ninguém merece e de dedo na boca... espero que o cachet tenha compensado, porque este não é um filme a mostrar aos descendentes.


Buddy

Título original: Buddy
Realização: Morten Tyldum
Intérpretes: Nicolai Cleve Broch, Kristoffer Haukeland, Anders Baasmo Christiansen, Otnes, Janne Formoe, Henrik Giæver, Kim Haugen, Håvard Bakke, Eivind Sander, Anna Bache-Wiig, Christian Skolmen, Niklas Gundersen, Arild Svensgam, Janne Rønningen, Liseann Tefre.

Noruega, 2003

Comentário: Aqui está um filme que vale a pena. Sem falsas pretensões, mas bem conseguido. A ideia de que o nosso diário pessoal, gravado em video (ok, nem toda a gente achará piada à ideia de gravar em video o dia a dia), pode passar a ser um sucesso nacional é, por si, assustadora (ou não...). Está lá tudo: O equilibrado, o louco e o paranoico. Só o elemento feminino do filme deixa a desejar, pela pouca consistência (e não estou a falar de carnes). Mas enfim, para a minha primeira vez com uma [produção] norueguesa, não está nada mau.


*e um post que devia ter imagens, mas o blogger não deixa.

Madeira (parte II)

Já têm um líder. Já têm um hino (o "Corridinho"). Já têm bandeira:



Ups, desculpem, não era nada disto. Aqui está...


Madeira (parte I)

Jardim no seu melhor ou numa caricatura de si mesmo:

Jardim disse não existir pluralismo de informação em Portugal e que se vive uma "caricatura de democracia".

29 de julho de 2006

Mail box

Um pouco do meu "junk mail". A bold aquilo que me interessa mais.


Rádio Terra
alguem lhe enviou um cartao
Jul 29
3KB
Karinakayceemjanenna...
matvey! you're wondeful
Jul 29
2KB

Demola Joseph Willia...
Deseased In Need of solicitous Next-of-Ki...
Jul 29
6KB
Online-Medications
Fw: Shipped to your door
Jul 29
3KB
Gavin
always Penis excitte
Jul 28
1KB


Deviamos ter, algures, um filtro para "junk people".

28 de julho de 2006

Programa para uma noite de Verão

Drive in no Fórum Montijo*, com a "menina Amélia", se não adormecer no lusco fusco...


* 21:30, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

E aí, cheguei!

A pianista Maria João Pires está de malas feitas para o Brasil. A estrela amuou e então acha que giro, giro é ir para fora.
Já estou a imaginar: uma vez por ano volta para uma série de concertos e é recebida como uma heroina! Afinal, é isso que eles, os artistas com problemas de ego, gostam!
Artista que o é na ampla dimensão do termo não vive esperando o subsídio do Governo, o reconhecimento do Estado. Concretiza a sua arte pelo prazer que ela lhe dá. Temos poucos, por cá.

Um conselho, oh minha: "Agarra-te ao piano e faz pela vida, que isto custa a todos!"