13 de setembro de 2006

Polémico

"Os portugueses poderão recusar legalmente submeter-se a tratamentos médicos com vista ao prolongamento da fase terminal de doença ou a manobras de reanimação se o Parlamento aceitar uma proposta a apresentar pela Associação Portuguesa de Bioética (APB)". Portugal Diário

Já agora, para quando o direito à morte clinicamente assistida?

12 de setembro de 2006

Porto Côvo

A lua já desceu sobre esta paz,
E brilha sobre todo este luzeiro.
Á volta toda a vida se compraz,
Enquanto um sargo assa no brazeiro.

Ao longe a cidadela de um navio,
Acende-se no mar como um desejo.
Por trás de mim o bafo do destino,
Devolve-me à lembrança do Alentejo.

11 de setembro de 2006

No 5º aniversário do 11 de Setembro... o que realmente deveria interessar


2973 - O número de vítimas dos atentados de 11/9, a quem as televisões dedicam exaustivas emissões especiais.

6 000 000 - O número de crianças que anulmente morrem de fome, a quem o silêncio presta exaustiva atenção.

E um pouco de vergonha na cara?

É que tanto 11 de Setembro já mete nojo.

No seu "Back to Business" a Marcha toma posição...

e apoia Tarlós István na sua corrida para mais um mandato na Câmara de Budapeste!*


* apenas porque Tarlós István apertou a mão ao autor deste blog.

29 de agosto de 2006

28 de agosto de 2006

Jó napot

Se nos próximos dias não me encontrarem por aqui, queiram procurar-me num dos seguintes locais: Holanda, Húngria, Eslováquia. A ordem é esta.

Reunião geral


O que faz juntar 20 mulheres com mais de 40 anos num corredor de centro comercial?

R: Uma demonstração da Tupperware! Sim, antes eles iam a casa, para as reuniões de Sábado à tarde, agora ficam-se pelos centros comerciais, o sítio onde, afinal, toda a gente está.

27 de agosto de 2006

O Episódio

Expresso: Redondo – Lisboa

“Cornos pagam-se com cornos”. É este o momento mais nobre da conversa que três alentejanos mantêm no expresso que me leva de regresso a Lisboa.
Arminda, chamo-a assim, tem não mais de 45 anos, vai no segundo casamento falhado: do primeiro resultou uma filha, agora com 23; do segundo o tal “par de dois”, como diria alguém que conheço. Regressa à capital, depois de 15 dias de recordações na vila de onde, dizem-me, sai o melhor vinho de todo o Alentejo.
Os interlocutores de Arminda, dois genuínos “homens do sul”, tão marcados pelo sol, como pela ruralidade, solteiros por imposição, vão para o aeroporto. Uma viagem a terras de Vera Cruz é o pretexto ideal para manter a conversa para lá dos limites do razoável (ela há muito que fala sem vontade, como sempre acontece quando se ultrapassa a fronteira da “conversa de circunstância”).

Gosto de viajar de expresso. Uma inevitabilidade de partilhar três horas de existência com puros rurais é a oportunidade concedida ao voyeurismo descarado, nada atenuado por pudores que aqui não fazem sentido. São consequências, diria, dos espaços fechados, onde tudo se ouve e se percebe, mesmo que com a ajuda da imaginação que pede entretenimento.
Muito mais do que num comboio, grande, cheio, diverso, um expresso, pequeno, acanhado mesmo, é como que o prolongamento do Café Central. Todos os que entram conhecem os demais e há uma sensação revigorada de costume.
No fundo, pedimos um café quando entrámos e agora limpamos a borra no fundo da chávena. Só o fazemos porque estamos aqui e porque não sobra espaço para muito mais.




PS – Claro que, para lá da retórica, há a mãe que mima a filha que veste uma saia da Floribella, que não percebe como está ridícula; a hippie que não se lava e que, descalça, ocupa dois lugares; o campónio que estica as pernas para o corredor, impondo dois segundos de vassalagem senhorial a quem quer passar e o casal de turistas italianos há muito sem dinheiro para o rent-a-car.