22 de setembro de 2006

Epílogo

“… porque afinal, quantas vezes não [te] perdemos ou deixámo-nos perder na fragilidade dos instantes…”


Podia ser ela a frase de um qualquer parágrafo ‘daquele’ livro. Mas é despida de prefixo ou sufixo. Escrevi-a para que exista agora, só. É ela por ela, como nós próprios somos tantas vezes. Somos aqui e agora, diferentes do antes, necessariamente diferentes do depois. Somos, simplesmente.

O Livro de que te falo: Lugares feitos de uma linguagem demasiado coloquial. Ainda assim, uma boa história entre o “tu” e o “eu”. A prova irrefutável de que não nos controlamos para lá do que conseguimos controlar.

Somos culpados dessa fraqueza que herdámos do eterno passado? Não tanto como somos por acreditar que a liberdade nos pertence. Na liberdade encontramos a necessidade de ter alguém que nos prenda, porque os espaços largos existem para dois.

Quando somos em alguém, somos o nosso reflexo: Tanto gostamos do que vemos, como nos detestamos. A comunhão de emoções falha quando olhamos e sucessivamente não “nos revemos”.

Depois, bem, depois voltamos a olhar para nós próprios, sedentos de Ser, encontramo-nos até nos voltarmos a sentir ausentes. Então, procuramos novo corpo que queira ser reflexo do que já não sabemos se ainda somos. Primeiro o corpo, depois a alma, que é “cousa” mais duradoura.

Seremos sempre nós, pelas recordações do reflexo.

21 de setembro de 2006

A receita do dia

Ingredientes
Uma cama
Lençois lavados
Duas almofadas
VI temporada do Seinfeld, em DVD
Tu
Modo de preparação:
Tire o relogío, levante a persiana e deixe entrar luz qb. Coloque o DVD no leitor e regule o volume da televisão para uma posição não muito alta. Misture-se com o lençol e com a companhia, não sem antes ter a certeza que tirou o som dos telemóveis e todos os aparelhos passiveis de perturbar as horas que se seguem.
Desligue-se do mundo.
A meio do dia faça uma pausa para comer... e ok, aproveite para mudar de DVD.

Uma piada com destinatário escolhido


cuspir

do Lat. conspuere
v. tr.,
expelir da boca saliva;
vomitar;
bolçar;
fig.,
lançar em rosto;
salivar;
proferir;

20 de setembro de 2006

Furacão Gay


Procedimento em caso de furacão: Mostrem-lhe um bocado de território português! Não há quem queira causar estragos por aqui.

Com Portugal à vista, um furacão (mesmo quando chamado Gordon) cedo "abichana" e logo não passa de uma corrente de ar.

19 de setembro de 2006

Taizé

Procurar reconciliação e paz supõe uma luta interior. Não é um caminho de facilidade. Nada de duradouro se constrói na facilidade.
irmão Roger de Taizé
*Notei, ao ler blogs vizinhos, que eu era completamente omisso sobre Taizé. Uma falha, portanto. Saibam mais.

18 de setembro de 2006

Café

Já repararam quão social é "um café"?
Quantas relações começaram e acabaram num "vamos tomar café"? Quantas vezes nos apaixonámos por alguém com quem um dia "fomos tomar café"? Quantas vezes nos deixámos enganar "por um café"? Quantas vezes desejámos não ter tomado "aquele café"?
Já repararam como um café é tantas vezes pretexto para viver?

16 de setembro de 2006

Agnella

Uma amiga partiu hoje para Londres. Sou um tipo de lágrima fácil e a ideia da partida causa-me tristeza. Sei que ela ia com receio do que encontraria e pena do que deixa.
A minha amiga é tão pura como a água que, nascida, se liberta da fonte. Sei que acha que nem sempre a compreendo e sei também que acredita que sou capaz de a esquecer:

Por Milão, pelo Alentejo, por Peniche, por Lisboa. Pelas noites mal dormidas e pelas manhãs mal acordadas. Pela vez que vimos o sol nascer (e por aquela em que não conseguimos ver nada). Pelos projectos que não resultaram, mas que nos fizeram crescer. Até por aquela noite em que não te aguentavas de pé.
Por ti.

Não foste, ficaste. Ficaste, porque te sentimos perto de nós, mas o teu grupo não será o mesmo enquanto estiveres longe. O jantares não serão iguais. O Paião não cantará da mesma maneira. Os arraiais e a sangria não saberão ao mesmo. Os cigarros de louro vão perder metade do encanto.

Fica aí. Fica para seres feliz. Mas um dia volta. Um dia volta, porque precisamos de ti.

Até já.

Sugestão do "chef"


Mais conhecido por "Casa da Sardinha", pela especialidade que oferecia - sardinha assada com batata - a 110$00, o restaurante "O Minhoto" é um daqueles sítios onde se vai se se sai de barriga cheia. No Bairro Alto.
Mais informações, aqui:
http://www.ominhoto.com/

15 de setembro de 2006

Vantagens desta profissão maldita

2 amores


"Uma comédia hilariante e com muito amor, marca o regresso da dupla José Pedro Gomes e António Feio ao palco do Teatro Villaret."


... e eu vou ver primeiro que o resto do mundo!

Pipi


Digam-me: é só a mim que me irrita ver a Bárbara Guimarães, com um ar parolo-intelectual-sou-mulher-do-Carrilho-e-já-apresentei-o-Furor, naquele promocional da Sic Notícias ao Páginas Soltas (esse mesmo, em que ela aparece a passear por uma livraria com ar de "Madre Teresa engripada", enquanto lê uma espécie de Ode aos Livros)?