26 de setembro de 2006

118 minutos de cinema


Voltar

Título original: Volver
Realização: Pedro Almodóvar
Intérpretes: Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas

Espanha, 2006

Comentário: Volver não é, de longe, o melhor filme de Almodóvar, mas depois de Tudo Sobre a Minha Mãe a fasquia está simplesmente alta demais. Do realizador espanhol esperamos sempre alguma promiscuidade e nesse aspecto Voltar corresponde. Falta-lhe alguma ritmo e um maior fio condutor: A afirmação do essencial do enredo é feita tardiamente e a pergunta "mas isto é sobre o quê?" acaba por ser respondida demasiado perto do final. Um filme que vale a pena ser visto, por ser de quem é (com a garantia de boa imagem, boa realização e detalhes de génio, que encerram em si uma beleza que passará despercebida a quem veja Almodóvar como um realizador vulgar) e por uma interpretação simplesmente fantástica de Penelope Cruz - que actriz tu me saíste (andavas tão perdida, filha!).
Pedro Almodóvar é um director de quem é preciso saber-se gostar, mas depois de apreendida a lição, dificilmente alguém se sente defraudado.

Condecoração


A administração deste blog não pode deixar de assinalar a passagem por este modesto espaço do visitante 2000. Foi na última noite e não doeu.

25 de setembro de 2006

23 de setembro de 2006

22 de setembro de 2006

Loirice


Os judeus comemoram hoje a passagem para o ano 5767. É bom. Podemos aproveitar a experiência e assim saber como é que vai ser quando lá chegarmos.

Epílogo

“… porque afinal, quantas vezes não [te] perdemos ou deixámo-nos perder na fragilidade dos instantes…”


Podia ser ela a frase de um qualquer parágrafo ‘daquele’ livro. Mas é despida de prefixo ou sufixo. Escrevi-a para que exista agora, só. É ela por ela, como nós próprios somos tantas vezes. Somos aqui e agora, diferentes do antes, necessariamente diferentes do depois. Somos, simplesmente.

O Livro de que te falo: Lugares feitos de uma linguagem demasiado coloquial. Ainda assim, uma boa história entre o “tu” e o “eu”. A prova irrefutável de que não nos controlamos para lá do que conseguimos controlar.

Somos culpados dessa fraqueza que herdámos do eterno passado? Não tanto como somos por acreditar que a liberdade nos pertence. Na liberdade encontramos a necessidade de ter alguém que nos prenda, porque os espaços largos existem para dois.

Quando somos em alguém, somos o nosso reflexo: Tanto gostamos do que vemos, como nos detestamos. A comunhão de emoções falha quando olhamos e sucessivamente não “nos revemos”.

Depois, bem, depois voltamos a olhar para nós próprios, sedentos de Ser, encontramo-nos até nos voltarmos a sentir ausentes. Então, procuramos novo corpo que queira ser reflexo do que já não sabemos se ainda somos. Primeiro o corpo, depois a alma, que é “cousa” mais duradoura.

Seremos sempre nós, pelas recordações do reflexo.

21 de setembro de 2006

A receita do dia

Ingredientes
Uma cama
Lençois lavados
Duas almofadas
VI temporada do Seinfeld, em DVD
Tu
Modo de preparação:
Tire o relogío, levante a persiana e deixe entrar luz qb. Coloque o DVD no leitor e regule o volume da televisão para uma posição não muito alta. Misture-se com o lençol e com a companhia, não sem antes ter a certeza que tirou o som dos telemóveis e todos os aparelhos passiveis de perturbar as horas que se seguem.
Desligue-se do mundo.
A meio do dia faça uma pausa para comer... e ok, aproveite para mudar de DVD.

Uma piada com destinatário escolhido


cuspir

do Lat. conspuere
v. tr.,
expelir da boca saliva;
vomitar;
bolçar;
fig.,
lançar em rosto;
salivar;
proferir;

20 de setembro de 2006

Furacão Gay


Procedimento em caso de furacão: Mostrem-lhe um bocado de território português! Não há quem queira causar estragos por aqui.

Com Portugal à vista, um furacão (mesmo quando chamado Gordon) cedo "abichana" e logo não passa de uma corrente de ar.

19 de setembro de 2006

Taizé

Procurar reconciliação e paz supõe uma luta interior. Não é um caminho de facilidade. Nada de duradouro se constrói na facilidade.
irmão Roger de Taizé
*Notei, ao ler blogs vizinhos, que eu era completamente omisso sobre Taizé. Uma falha, portanto. Saibam mais.