5 de outubro de 2006

Stupid Dog



Este cão, digo eu, tem um problema de reconhecimento pessoal. Ele anda a comer o que é seu, numa aflição que só os desesperados conhecem. Vejam.

Uma k7 verdadeiramente útil

Por sugestão de J. aqui está uma k7 que faz sentido, numa produção Marcha dos Pinguins.

4 de outubro de 2006

Glosas soturnas

Mote
Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar (...)
Sophia de Mello Breyner

Glosas (numa adaptação livre do conceito)
Pelo ventre da terra serei colhido e arrependimento me tornarei. Saudade (um pouco mais que hoje).
Serei, contudo, certeza purificada na convicção dos "já não aflitos". O meu corpo desfeito voltará à terra e na simplicidade orgânica dos pedaços corcomidos encontrará nova vida, oferecendo-se à ruminante e despudorada existência da escuridão subterrânea.
Darei por mim restolho de ceifa terminada, num quase nada de poácea. Lamento e certeza, na exactidão de uma dor, meu fado e caminho.
Não sei onde (se) me perdi, mas sei, isso sim, que tenho encontro marcado comigo.

3 de outubro de 2006

2 de outubro de 2006

Flir-delity

A notícia é do Portugal Diário e conta que "a meio caminho entre a fidelidade e a infidelidade os casais ingleses descobriram um território de ninguém a que decidiram chamar «Flir-delity», fusão entre o «flirt» e a «fidelity» (fidelidade)."
Uma pesquisa da revista britânica «Best» revela que 70 por cento dos casais ingleses admitem que uma «flir-delity» ajuda a fortalecer as relações duradouras e a aumentar a auto-estima.
Dentro do conceito cabem comportamentos como aceitar uma bebida de um estranho, enviar e receber mensagem de telemóvel, trocar e-mails, participar em chats com pessoas (mulheres ou homens) fora do casamento ou ainda ter conversas "picantes" com colegas de trabalho ou outras pessoas.
Para os ingleses, entre «flirtar» e cometer adultério ainda vai uma grande distância: o estudo da revista Best afirma que 47 por cento dos britânicos inquiridos afirmaram não querer trair os parceiros e preocupam-se em ter uma vida sexual activa durante muito tempo.
Comentário do autor do blog: Enfim...

110 minutos de cinema


A Senhora da Água

Título original: Lady in the Water
Realização: M. Night Shyamalan
Intérpretes: Paul Giamatti, Bryce Dallas Howard, Jeffrey Wright


EUA, 2006

Comentário: Do homem que realizou "A Vila", um dos filmes mais inquietantes dos últimos anos, espera-se a capacidade de surpreender a cada nova película. Assim acontece.
A Senhora da Água parte é uma fábula ao melhor estílo de um livro velho e cheio de pó, com a diferença de que acontece no grande ecrã. Uma história com ritmo, poesia e encanto.
Um filme do improvável, como todos os filmes do improvável deveriam ser. Vejam, mesmo!

28 de setembro de 2006

Nota Final

Tento imaginar o que ele pensa:
Despeço-me da conjuntura. Estruturalmente continuo por aqui. Mais um tempo, não muito: Um Homem não se desapega assim de um sítio onde esteve uma vida.
Preciso de tempo para me esquecer da rotina que aprendi a cumprir. Habituei-me a ir, a estar, a voltar. A sentir-me em casa e a andar perdido.
Achei-me capaz de mudar o mundo, depois tentei mudar alguém e passei o restante a procurar perceber-me a mim próprio. Mudar-me (riso abafado). Mudou-me antes o tempo. Carregou-me de passado.
Se hoje me esqueço de quem fui é porque não aguento o peso de tantas luas.
Não sou nostálgico. Não sou, mesmo. Mas compreendam, conjunturalmente já nada me prende: Só as recordações. As que restam, claro.
Muito mais do que os livros que li, os filmes que vi, as músicas que ouvi, a terra que toquei, sou hoje os dias que vivi (sem os livros, os filmes, a música e a terra), os milhares de vezes que abri os olhos, fechei-os e voltei a abri-los. Nunca, até agora, que sou só estrutura, me preocupei com a possibilidade de adormecer e perder... perder “amanhã”.
Deambulei.
Este é o sítio de onde nunca saí: A vida. A minha vida foi (é?) o meu sítio e é nela que me sinto e que sou, talvez pela última vez.

Foto: Tirada em Peniche, em Abril deste ano.


26 de setembro de 2006

Oh Caetano...


"Ejaculação é quando o macho de várias espécies animais, principalmente mamíferos, liberam seus espermatozóides para eventualmente fecundar uma fêmea. A ejaculação em algumas espécies inclusive a espécie humana pode ou não ser acompanhada por um orgasmo. Normalmente o homem ejacula 3 a 4 jactos de esperma a 45Km/h."*


Quando ouvirem o último álbum do Caetano Veloso (faixa 10) vão perceber.



* Wikipedia