18 de outubro de 2006

45 minutos de cinema (que o resto não vi)

Filme da Treta

Título original: Filme da Treta
Realização: José Sacramento
Intérpretes: José Pedro Gomes, António Feio, etc.

Portugal, 2006

Comentário: A série televisiva era engraçada, o espectáculo de teatro também. O filme, bem...
Uma tentativa desesperada de ter piada através do uso abusivo do engano linguístico. Uma história inexistente, uma realização péssima e um amadorismo que já nos fica mal (deviamos ter vergonha, mesmo).
Este Filme da Treta não é só uma valente "nojice", como é um aborrecimento tão grande, que chega a ser digno de Manoel de Oliveira. Eu devia ter adivinhado que coisa onde o Eduardo Madeira põe a mão (no caso, como argumentista) não pode dar bom resultado: ele é o um caso modelo de alguém que não tendo piada nenhuma, se acha cheio de talento.
Mau.
Agradeço à Castello Lopes Cinemas o facto de ainda manter a tradição dos intervalos. Aproveitei (aproveitámos) para sair.

16 de outubro de 2006

145 minutos de cinema


Memórias de Uma Gueixa

Título original: Memoirs of a Geisha
Realização: Rob Marshall
Intérpretes: Zhang Ziyi, Ken Watanabe, Michelle Yeoh, Kôji Yakusho, Kaori Momoi, Youki Kudoh, Gong Li, Kenneth Tsang, Suzuka Ohgo

EUA, 2005

Comentário: O livro de Arthur Golden é, por si, muito bom, com uma fluência de escrita capaz de prender o leitor às páginas (e são muitas) em que se conta a história de uma das grandes gueixas japonesas do século XX.
O filme, ainda que uns furos atrás do original escrito (como quase sempre acontece nestas coisas) é também ele muito agradável de se ver. Com ritmo, uma bela fotografia e grande aprumo cénico. Nota-se perfeitamente o dedinho de Spielberg, como produtor.
Gosto de me desafiar nesta ordem: ler o livro e ver o filme. Aceitem o conselho, façam o mesmo, porque o grande "epáaaa" do filme é precisamente o número de tesouradas que são dadas à narrativa. Acredito que quem se fique pela película se sinta defraudado e comente no final: "eu não percebi nada desta gaita"

15 de outubro de 2006

Ora bem...

Pois que ao que parece os comments não ficam gravados.
Assim, para evitar que os meus generosos leitores comentem sem que ninguém se aperceba optei por retirar os ditos, pelos menos até ao momento exacto e preciso em que consiga resolver o problema.
Quem não conseguir viver sem contar como vai, então escreva para:
Amen.

14 de outubro de 2006

Ainda por entre livros..


Depois da falhada tentativa cinematográfica (alguém achou que a vida de um pintor dava um bom filme), decidi que era chegada a altura de me recompor definitivamente.
A Taschen edita uma fabulosa colecção de capa dura, em que Klimt é um dos pintores necessariamente objecto de livro. Juntemos a isto o extraodinário preço da não menos genial feira de livros em saldo do Mercado da Ribeira e está tudo dito. Não está?
Recomendo. O livro e a feira.

A Marcha recomenda

Nada Para Contar, primeiro romance de Alda Couto

12 de outubro de 2006

Insultos improváveis


Gosto de insultos improváveis.


Se eu insultasse o Alberto João Jardim evitaria o comum: Prepotente, autoritário, intolerante e por aí fora.


Se eu insultasse o Alberto João Jardim seria: O senhor Berto é um gordo sarnento que tem pelos púbicos ate aos mamilos e que quando dá bufas deixa um grande rasto castanho nas cuecas. Isto sim, seria um insulto.

11 de outubro de 2006

Desejo


Chamem-me vulgar (chamem-me coisas ainda mais feias) mas hoje dava tudo para não estar aqui. Trocava esta cadeira e esta redacção por um lugar na minha cama, debaixo da minha manta, com a janela aberta para poder ver a chuva cair ao mesmo tempo que o pensavemento me levava: posso ficar deitado a manhã toda.

Mas não.

Estou condenado a 10 horas de permanência forçada num espaço com mais metros quadrados que o meu quarto, mas com muito menos conforto.

10 de outubro de 2006

Intervenção política I

"(...) Um partido plural, livre, aberto e moderno é um partido que tem estar disponível para a diversidade de opiniões. Assim se constrói democracia. Agora, basear a actividade partidária-concelhia de uma força política a uma permanente discussão interna sobre modos de actuação e posturas adoptadas parece-me não só redutor, como revelador de um profundo egoísmo.

Um partido político não o é em si mesmo: encerra, ao invés, o resultado da partilha de ideias políticas, doutrinárias, ideológicas (num exercício de semântica para lá do elementar).
(...)

Uma força política que se perde em campeonatos de esgrima corre o risco de se transformar num "clube-de-amigos-que-gostam-de-discutir-uns-com-os-outros"
(...)

Talvez valha a pena deixar de perder tempo com questões paralelas, arregaçar as mangas e fazer pela vida!"

9 de outubro de 2006

Visão de mercado


O Assaltante não tem pais ricos, nem ganhou a lotaria, por isso foi ao BES.

Quem sabe, sabe e o Assaltante é que sabe.



(Obrigado ACS)