Tenho receio que depois de terem feito um bom trabalho na cobertura da campanha eleitoral para o referendo sobre a IVG, os órgãos de comunicação social (mea culpa) estraguem a pintura no pós-sim, com especulações e imprecisões, resultantes da "euforia" generalizada.
13 de fevereiro de 2007
12 de fevereiro de 2007
Já está, certo?
Portanto, o sim ganhou... haja Deus! (reparem no brilhantismo do autor, ao evocar a divindade, numa lógica de agradecimento por um facto que a divindade (a clérical, vendida a retalho 'dominicalmente') tentou contrariar.
Agora, irónico e apetitoso foi ter sido presidente da mesa onde foi votante certo e determinado administrador de certa e determinada empresa:
"O senhor espere aí um bocadinho que eu já o chamo."
"Agora sim, já pode vir."
"Preciso de outro documento de identificação. Só o cartão de eleitor não chega."
"Desculpe, mas só podem votar os eleitores com mais de 1,65m."*
Só mais uma coisa: alguém reparou no logotipo fabricado para o referendo de ontem pela Comissão Nacional de Eleições? Parecia assim, como é que vou dizer isto, assim, bem... do Bloco de Esquerda.
* Ok, esta não disse.
Agora, irónico e apetitoso foi ter sido presidente da mesa onde foi votante certo e determinado administrador de certa e determinada empresa:
"O senhor espere aí um bocadinho que eu já o chamo."
"Agora sim, já pode vir."
"Preciso de outro documento de identificação. Só o cartão de eleitor não chega."
"Desculpe, mas só podem votar os eleitores com mais de 1,65m."*
Só mais uma coisa: alguém reparou no logotipo fabricado para o referendo de ontem pela Comissão Nacional de Eleições? Parecia assim, como é que vou dizer isto, assim, bem... do Bloco de Esquerda.
* Ok, esta não disse.
9 de fevereiro de 2007
Al Gore e Deus
Recebi na caixa do correio um folheto que cito: "O que Deus diz sobre o aborto".Não escondo a frustração. Pelos vistos, Deus é mais fácil de apanhar do que Al Gore.
Aproveito para reafirmar a minha posição sobre o referendo de dia 11, recuperando um excerto do texto que aqui publiquei a 30 de Novembro de 2006:
"Sou genericamente contra o aborto. Sou a favor da despenalização. Vou votar sim.
As mulheres (os casais) têm o direito à opção. Ninguém, a não ser que sofra de graves problemas na cuca (e então precisa de ser medicado), faz um aborto como quem dá uma bufa."
Imagem: http://iltafano.blog.kataweb.it
As mulheres (os casais) têm o direito à opção. Ninguém, a não ser que sofra de graves problemas na cuca (e então precisa de ser medicado), faz um aborto como quem dá uma bufa."
Imagem: http://iltafano.blog.kataweb.it
2 de fevereiro de 2007
Keyword Activity
Alguém veio ter a este blog após uma googlistica pesquisa com o seguinte critério: "sity de travesti".
Como assim? O que é tu queres insinuar, oh meu!?
1 de fevereiro de 2007
Vamos lá perceber...
30 de janeiro de 2007
É para usar, por favor!
Confrontado com a falta de uso de uma ferramenta fundamental na manutenção dos níveis de salubridade no local de trabalho, o autor deste blog viu-se forçado a intimar os prevaricadores:
29 de janeiro de 2007
O "novo" Rádio Clube
Uma espécie de "fatalismo é uma palavra que não tem lugar no novo Rádio Clube", dizia a promoção.
Primeiro dia do novo Rádio Clube: Reportagem sobre um casal que foi a Espanha fazer um aborto. O som de piano ao fundo, para reforçar o efeito dramático. A voz melancólica da jornalista... Como é que se chama a isto?
Já agora, alguém diga ao João Adelino Faria que na rádio não se "vê" e que aquela coisa de comentar tudo (incluindo as primeiras páginas dos jornais) é uma coisa que não lembra a ninguém. E controla o ego, meu.
Ah, a emissão da manhã é chata, aborrecida, sem "pica". São cinco horas a "anhar".
Parece-me mais do mesmo, portanto.
Primeiro dia do novo Rádio Clube: Reportagem sobre um casal que foi a Espanha fazer um aborto. O som de piano ao fundo, para reforçar o efeito dramático. A voz melancólica da jornalista... Como é que se chama a isto?
Já agora, alguém diga ao João Adelino Faria que na rádio não se "vê" e que aquela coisa de comentar tudo (incluindo as primeiras páginas dos jornais) é uma coisa que não lembra a ninguém. E controla o ego, meu.
Ah, a emissão da manhã é chata, aborrecida, sem "pica". São cinco horas a "anhar".
Parece-me mais do mesmo, portanto.
27 de janeiro de 2007
Sua bufa
Seu dentista feio e mau. Não disse, mas deve ter pensado.
"Vem cá meu menino, senta-te aqui, vem sentir o amargo do fel."
"Vem cá meu menino, senta-te aqui, vem sentir o amargo do fel."
25 de janeiro de 2007
Coisas de que sinto falta:
Dos mimos da avó.
Das mousse de chocolate da avó.
Da avó.
Da turma do secundário.
Da professora de português do secundário.
Das noites a fazer o jornal da escola, no secundário.
Do curso de línguas.
Das vezes que fiz a pé o caminho para o curso de línguas.
De não querer ir para o curso de línguas.
De ser criança.
De poder fazer tudo por ser criança.
De estar farto de ser criança.
De não ter que pagar contas.
De ter quem pagasse as minhas contas.
De não saber o que são contas.
De ter todos os meus amigos ao pé.
De me sentir inocente.
De ser inocente.
Das mousse de chocolate da avó.
Da avó.
Da turma do secundário.
Da professora de português do secundário.
Das noites a fazer o jornal da escola, no secundário.
Do curso de línguas.
Das vezes que fiz a pé o caminho para o curso de línguas.
De não querer ir para o curso de línguas.
De ser criança.
De poder fazer tudo por ser criança.
De estar farto de ser criança.
De não ter que pagar contas.
De ter quem pagasse as minhas contas.
De não saber o que são contas.
De ter todos os meus amigos ao pé.
De me sentir inocente.
De ser inocente.
A EMEL, o Fontão e a outra
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