12 de março de 2007
Desespero informático
Com um "olá, obrigado, adeus" à autora do Wonderland Avenue, aqui fica um momento daqueles!
9 de março de 2007
Marcha internacional
Bolo de Arroz
Vamos por partes, boa?Todas as pastelarias têm bolos de arroz, certo?
Os bolos de arroz são feitos em muitos sítios, em diferentes "fábricas de bolos", certo?
Então, porque é que todos os bolos de arroz têm um papel que diz "especialidade da casa"?
Porque, é óbvio e estranho, o bolo de arroz não pode ser a especialidade de todos os sítios onde o fazem. E se assim fosse, essa pluralidade não eliminaria o efeito "especialidade"?
PS - Hoje a minha cônjuge vai fazer um strogonoff de frango que Avé, mãe pureza...
Aqui vai uma...
Sai um rapaz para o café matinal, aproveitando um breve intervalo na emissão, e quando regressa tem um trambolho à porta da redacção. Quem era? Eu explico.
Aqui há tempos fui abordado por um rapaz, de aspecto suspeito e meio desdentado, que queria que eu, cito, "fizesse uma entrevista". Perguntei: "A quem?". Respondeu: "A mim!". O pretexto era uma banda, da qual ele seria o mentor. Suspeitando que havia coisa (os anos de oficio dão estaleca), numa de bom cristão, disse-lhe, à data, que não era assim que as coisas se faziam. Ele tinha que entregar o CD ou maquete, que as pessoas responsáveis o analisariam e se fosse o caso prestariamos atenção às suas intenções, sendo este um processo demorado.
Confesso que o rapaz não me pareceu particularmente convencido, mas ainda assim lá cortou caminho.
Dias depois aparece novamente: "Ah, eu vinha para a entrevista!". E eu: "Qué?". Repeti a explicação, ainda que num tom mais agressivo. Voltou a seguir caminho.
Eis-nos chegados às 7:15 de hoje.
Regresso de uma rápida injecção de cafeina e dou de caras com o crazy boy à porta da redacção: "Eu vinha para a entrevista. Vou para Castelo Branco porque a minha produtora agendou uma série de concertos e só volto daqui por um ano, que é quando acabo". Enquanto procurava a faca com a qual ele tentaria dar cabo de mim respondo que, "meu caro, já lhe disse que não é assim que trabalhamos". "Mas era uma coisa rápida", prossegue. "Pois, mas não". Segue-se um diálogo cego, sem jeito.
Quando pensava que tinha terminado: "Se não se importasse passava só um papel para eu dar à minha produtora, a provar que estive aqui, para ela não dizer que estou a mentir!". Tive que ser mais duro: "Pois, mas aqui não passamos atestados médicos. Isto não é o centro de saúde".
Derradeira nota, o CD tão pouco é dele ou da banda dele, ou de não sei quem dele. O CD é uma colectânea chamada "Bairro Alto".
Aqui há tempos fui abordado por um rapaz, de aspecto suspeito e meio desdentado, que queria que eu, cito, "fizesse uma entrevista". Perguntei: "A quem?". Respondeu: "A mim!". O pretexto era uma banda, da qual ele seria o mentor. Suspeitando que havia coisa (os anos de oficio dão estaleca), numa de bom cristão, disse-lhe, à data, que não era assim que as coisas se faziam. Ele tinha que entregar o CD ou maquete, que as pessoas responsáveis o analisariam e se fosse o caso prestariamos atenção às suas intenções, sendo este um processo demorado.
Confesso que o rapaz não me pareceu particularmente convencido, mas ainda assim lá cortou caminho.
Dias depois aparece novamente: "Ah, eu vinha para a entrevista!". E eu: "Qué?". Repeti a explicação, ainda que num tom mais agressivo. Voltou a seguir caminho.
Eis-nos chegados às 7:15 de hoje.
Regresso de uma rápida injecção de cafeina e dou de caras com o crazy boy à porta da redacção: "Eu vinha para a entrevista. Vou para Castelo Branco porque a minha produtora agendou uma série de concertos e só volto daqui por um ano, que é quando acabo". Enquanto procurava a faca com a qual ele tentaria dar cabo de mim respondo que, "meu caro, já lhe disse que não é assim que trabalhamos". "Mas era uma coisa rápida", prossegue. "Pois, mas não". Segue-se um diálogo cego, sem jeito.
Quando pensava que tinha terminado: "Se não se importasse passava só um papel para eu dar à minha produtora, a provar que estive aqui, para ela não dizer que estou a mentir!". Tive que ser mais duro: "Pois, mas aqui não passamos atestados médicos. Isto não é o centro de saúde".
Derradeira nota, o CD tão pouco é dele ou da banda dele, ou de não sei quem dele. O CD é uma colectânea chamada "Bairro Alto".
8 de março de 2007
50 anos + 1
6 de março de 2007
Coragem Social
A autarquia de Berlim pretende cobrar uma taxa diária às prostitutas da cidade como forma de aumentar as suas receitas, noticia a «Reuters».
Este modelo fora já implementado em Colónia, que arrecadou mais de um milhão de dólares (760 mil euros) no ano passado com este imposto.
Agora é a vez da capital alemã, que pretende assim taxar as prostitutas em 30 euros por cada dia de trabalho.
Este modelo fora já implementado em Colónia, que arrecadou mais de um milhão de dólares (760 mil euros) no ano passado com este imposto.
Agora é a vez da capital alemã, que pretende assim taxar as prostitutas em 30 euros por cada dia de trabalho.
Fonte: Agência Financeira
5 de março de 2007
28 de fevereiro de 2007
Notas mentais...
...da festa de lançamento do novo disco da Ala dos Namorados:- Nuno Guerreiro, essa beiça com Botox, essa beiça com Botox.
- Olavo Bilac, estás mais gordo que eu, porra.
- Camané, estás tão gordo como eu, porra.
- Zé Pedro, de gravata?!
- Tim, estás atrasado, isto já começou há hora e meia.
- João Gil, vieste? Não estás amuado?
- Paula Teixeira, diz lá em linguagem gestual: Eu bebo wisky! (e larga o copo, rapariga)
- A tua cara não me é estranha, mas desvia lá um bocadinho, que estou a levar com esse fumo nojento.
- Olha a menina dos Morangos com Açucar!
- Isto não era um cabaret? Onde é que estão as gajas nuas?
26 de fevereiro de 2007
288 minutos de cinema
Caminho para GuantanamoNome original: The Road do Guantanamo
Realizador: Michael Winterbottom
Intérpretes: Rizwan Ahmed, Farhad Harun, Arfan Usman
Reino Unido, 2006
Comentário: Documentário sobre as atrocidades cometidas pelos Idiotas no campo de concentração de Guantanamo. Violento. Duro. Real. O filme resulta se for visto e odiado. Tão odiado quanto deve ser a barbárie cometida pelos Kapos de Bush.
A ideia base: Três amigos que vivem no Reino Unido, vão ao Paquistão, já que um deles vai casar. A ideia complementar: A facilidade com que alguém é confundido com um terrorista. A ideia final: A impunidade que vigora entre estes carniceiros do século XXI.
Kosovo - Crimes de GuerraNome original: Hunt for Justice
Realizador: Charles Binamé
Intérpretes: Wendy Crewson, William Hurt, John Corbett, Stipe Erceg, Heino Ferch, Leslie Hope
Canadá, 2005
Comentário: Um filme sobre o Tribunal Penal Internacional Para a Ex-Jugoslávia, que começa no ponto em que a presidencia desta instância é entregue à juiza Louise Arbour, uma magistrada canadiana idealista. Das primeiras detenções de altas figuras do Estado sérvio até ao climax da prisão de Slobodan Milosevic. Um telefilme em versão DVD, sem a força do cinema, mas com uma base história forte, por si. Kososo - Crimes de Guerra ganha também pela originalidade do tema. Não ajuda a perceber o que se passou no Kosovo, mas dá dicas importantes sobre a inoperância da justiça internacional, enquadrada na ONU.
Rocky BalboaNome original: Rocky Balboa
Realizador: Silvester Stallone
Intérpretes: Sylvester Stallone, Burt Young, Milo Ventimiglia, Antonio Tarver
EUA, 2006
Comentário: Não é um épico. Não é um filme daqueles que ficam para a história. Falta-lhe ritmo, juventude de ideias e o dinamismo próprio dos filmes de acção do "pós 2000". Rocky Balboa vale por um Stallone em melhor forma do que a idade fazia adivinhar. Balboa vale também pela dimensão que dá à expressão "velhos são os trapos". O regresso do pugilista e a surra que dá (claro). Para quem, como eu, viu e voltou a ver os outros filme da saga, não dava para faltar a este.
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