Por favor, não contem a ninguém, mas era eu aluno da quarta classe quando subi a um palco e fiz o mesmo que aqueles meninos ao fundo estão a fazer.
A Patrícia, filha que já casaste, cantou e nós dançámos.
"Ela só quer só pena em namorar", dos Onda Choc foi o tema que mudou a minha vida. Para pior, claro.
Reparem, em especial na parte em que, abanando a anca, os 'bailarinos-meninos do coro-parvos-oh meu Deus que eu já fui igual' passam os dedos em frente dos olhos... eu também fiz aquilo!
A coisa correu tão bem (credo) que acabámos por repetir dias depois, sempre para umas centenas de pessoas.
Vesti na altura uma camisa azul estampada (medo).
Ainda hoje não consigo dançar. Acabei de perceber porquê.
8 de junho de 2007
Onda Choc
PJ
Eu não quero, não quero, mas em breve vou querer.
7 de junho de 2007
Querido diário
Ninguém quer saber, não é?
4 de junho de 2007
Apresentando Kelly M
Caros leitores, um abraço fraterno deste vosso amigo... rejubilo hoje com a certeza de que o Verão que se aproxima será de sucesso para a música portuguesa.
Como sempre, com a época estival, para lá dos biquinos cavados, das gaiatas mais atrevidas, as vozes mais belas e encantadoras da língua de Camões e da Paula Bobone lançam os seus álbuns de originais.
Perdeu-se o encanto do vinil, mas restou o nacional desafino.
Kelly M nasceu em Montreal, no Canadá, a 10 de Janeiro de um ano que desconheço.
É quase impossível falar de biografia: “Vou avançando na escola de canto, nas artes marciais, e na minha escola regular, mas quero cantar, viajar e encantar. A música sai de dentro de mim, e eu escuto-a no correr do sangue das minhas veias”.
Não imagina o meu ouvinte mais fiel o calor humano que encontro nestas palavras de Kelly M. Tão nova e já percebe que tudo o que entra, acaba por sair.
Cantar é o que mais gosta de fazer mas outras paixões se escondem debaixo dos seus olhos negros, expressivos, belos e reluzentes.
Com um raro e apurado sentido auditivo, a nossa Kelly, encantos mil, de que ouve o luar conversar com os visitantes da cidade onde os pais se fizeram mais que nha nha: o Porto.
Pergunta-se esse vosso amigo... será que no norte a lua também troca os ‘v’s’ pelos ‘b’s’?
Sente-se feliz e começa a voar em palcos de rua, Rádios e Televisões. Nela há a certeza de um talento e de uma combinação especial entre a inocência e a força que brotam do peito de menina ainda no início da sua carreira artística.
“Sou Boneca”, é o álbum que revela uma Kelly quase na puberdade, pois que, como saberão os meus estimados ouvintes, um abraço, amigos fraternos, nas raparigas o acne e demais manifestações chegam mais cedo.
Como é lindo o renascer da magia e do brilho da meninice!
“Sou boneca”... este boneco, que sou eu, apresenta Kelly M...
3 de junho de 2007
A rádio na primeira pessoa

Entre Novembro e Setembro deste ano ele vai realizar a Transat 6,50 – travessia do Atlântico em solitário de França até ao Brasil em barcos de apenas 6,50 metros, com total proibição de contacto exterior.
A actual Transat 6,50, mais conhecida por Mini Transat, foi criada em 1977 por o inglês Bob Salmon e desde aí a prova ocorre de dois em dois anos, sempre em anos impares, mas infelizmente ainda nenhum velejador Português participou, até agora.
O resultado final das muitas semanas de viagem será depois editado e transmitido. Uma verdadeira viagem, com a rádio a voltar à sua essência.
O desafio maior foi arranjar equipamento suficiente para todo o percurso, conseguindo-o sem roubar muito espaço à pequena embarcação. Foi conseguido.
30 de maio de 2007
29 de maio de 2007
O Metro Sul do Tejo
Que me desculpam os 'Linistas' deste país, mas não resisto a voltar ao tema. Breves instantes, para alguns momentos de glória.Ainda que, vendo as coisas por este prisma, convenhamos: O MTS são é, com toda a bravura, o melhor exemplo de povoamento do Império do Sul. Ainda bem que foi o Lino a inaugura-lo.
*grato, ACS
25 de maio de 2007
Nota
Contribuiram para tamanha 'corrida à Marcha' os destaques no Sapo e em fóruns de discussão na internet.
O log do dia de ontem mostra que o post foi várias vezes enviado por e-mail e andou a saltar entre caixas de correio.
Finalmente, a felicidade contida do autor quando ouve a colega de redacção aos gritos porque "estavam a falar do teu post no Opinião Pública da Sic Notícias".
Hoje somos só nós, outravez.
PS - O Lino não a vai ler, mas alguém no Ministério vai pegar no envelope e abri-lo. Enviei-a em Correio Azul.
24 de maio de 2007
Carta Aberta ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações
Exmo Senhor,
Ouvi, com surpresa e alegria, as suas declarações relativas à eventual construção do novo aeroporto a Sul do rio Tejo. Os sentimentos que experimentei devem-se, fundamentalmente, à novidade que constituiu para mim o facto Vossa Ex.a saber que há país entre a avenida da Ponte 25 de Abril e a Via do Infante. Sim, porque deserto, mas terra de alguém.
Senhor Ministro, não sei ao certo se tem noção de como é um dia no deserto, mas para ter uma ideia é mais ou menos como um dia num órgão de soberania: uma pasmaceira, percebe? Perdemos muito tempo à procura de água, alimentação e passatempo. Quando damos conta, fruto das horas passadas ao sol, estamos com um escaldão. Acontece que, como na “margem Sul não há hospitais”, citando-o, acabamos todos esturricados.
Por acaso, não sei se sabe (ontem não me pareceu uma pessoa muito informada), os Presidentes de algumas das Câmaras Municipais do Império do Sul têm tentado explicar o porquê da necessidade de construção de um novo hospital, para lá do de Almada. É que, sabe, somos poucos (apesar de sermos quase 1 milhão), vivemos em tendas montadas nas dunas, mas também adoecemos. Coisas de camelos.
Camelos, sim. Repare: Se isto é um deserto e não mora cá ninguém, então somos camelos. Entre amigos tratamo-nos como ‘Os Areias’. Não queira o Senhor Ministro saber o que lhe chamamos desde ontem.
Exmo, o senhor que é, como disse quando gozou com o seu chefe, “um engenheiro inscrito na Ordem” deveria saber que prédios, estradas, rotundas (e são tantas), enfim, obras de engenharia, não são competência dos drumedários que povoam este imenso e desértico território.
Sabe, a pensar em si, figura por quem tenho o maior apreço, eu não queria o aeroporto deste lado. Imagine como seria, nas suas idas a Bruxelas, onde defende os interesses do Norte do Tejo, porque a Sul não há nada a não ser areia e ventania, ter que cruzar quilómetros e quilómetros, integrado numa expedição de Land Rovers. Afinal, essa seria a única forma de chegar à infra-estrutura que o senhor tanto insiste em edificar na Ota (nome que se proporciona a um curioso trocadilho com uma palavra que rima com canário).
Engenheiro Mário Lino, Ministro das Obras Publicas, Transportes e Comunicações de Portugal, do deserto e do Algarve, queria-lhe pedir a devolução da totalidade dos impostos que dei ao Estado na minha carreira contributiva, bem como do dinheiro que ofereci à segurança social para pagar as reformas de alguns dos seus colegas governantes. Convenhamos, camelo que o é, não paga impostos, nem tem apoio social.
Já agora, peça ao seu colega Silva (o Jaime, que é Ministro da Agricultura), que mande mais veterinários. Anda para aí uma praga de pulgas dificil de suportar.
Respeitosamente,
PS – Diga-me: Se não há hospitais, escolas e por aí, de quem é a culpa? Não cabe ao Governo promover o desenvolvimento do país, através da construção de, digamos, Obras Públicas, ou pela criação de condições que favoreçam a iniciativa privada?


