Hoje em dia as crianças aprendem cedo a forma como enfrentar o mundo: com jogo de cintura (muito) e chantagem.
Mostrem-se amigos de todos, sim. Não sejam amigos de ninguém, não.
Vejam. Tudo começa nas bolachas.
12 de junho de 2007
Pequeno e tão esperto
11 de junho de 2007
A vida ao telefone
Então e aquelas pessoas que, ao telefone, contam todas as maleitas de que padecem?- Então o número de telefone é o XX XXX XX XX - digo, com a voz mais simpática que consigo produzir, o que equivale a dizer que falei num tom anitpático q.b.
- Só um bocadinho, por favor, é que eu tremo muito da mão direita, apesar de ser canhota. Já fui ao médico e tudo mas ele diz que não sabe do que é. Eu tenho para mim que talvez seja porque eu sou uma pessoa muito nervosa. Enervo-me por tudo e por nada. Ele bem me diz para ter cuidado, para me desligar das coisas, mas eu não consigo. Sou muito atenta. Sempre fui. Já em 1973 estava atenta quando ouvi o meu marido grunhir que nem um porco no momento em que, sem querer, lhe enfiei o dedo no... você imagina onde.
O meu marido era um senhor muito bom, um bocado cabrão, com um cheiro terrivel e um mau feitio que só ele, mas ainda assim, um homem muito bom. Tirando as surras que me dava, claro. Uma vez espancou-me tanto que a seguir aproveitei e fiz uma cabidela comigo mesma. Um senhor muito bondoso.
Já o meu pai não era nada assim. O raio do velho borrava as cuecas de tal maneira, que a minha mãe, coitadinha, passava um mau bocado a esfrega-las no tanque. Que Deus o tenha, que também era filho de Deus, apesar dos peidos.
Eu tremo muito, tremo.
Se não se importa repita o número para eu ver se anotei correctamente.
- XX XXX XX XX
- Ah, desculpe, só mais uma vez. Sabe, eu vejo muito mal e então com números é terrivel. Fiquei assim desde aquela vez em Paço de Arcos. Estava a olhar para um moçambicano que passeava sem roupa pelo jardim junto à Igreja...
- Desculpe - digo, interrompendo a afoita senhora - já tem o número, não tem? É que tenho muito trabalho (disse, pensando que ainda não tinha actualizado o blog) e não posso ficar aqui a ouvir a sua vida.
- Ah, sim, mas não precisa de ser mal educado.

8 de junho de 2007
Onda Choc
Por favor, não contem a ninguém, mas era eu aluno da quarta classe quando subi a um palco e fiz o mesmo que aqueles meninos ao fundo estão a fazer.
A Patrícia, filha que já casaste, cantou e nós dançámos.
"Ela só quer só pena em namorar", dos Onda Choc foi o tema que mudou a minha vida. Para pior, claro.
Reparem, em especial na parte em que, abanando a anca, os 'bailarinos-meninos do coro-parvos-oh meu Deus que eu já fui igual' passam os dedos em frente dos olhos... eu também fiz aquilo!
A coisa correu tão bem (credo) que acabámos por repetir dias depois, sempre para umas centenas de pessoas.
Vesti na altura uma camisa azul estampada (medo).
Ainda hoje não consigo dançar. Acabei de perceber porquê.
PJ
Eu não quero, não quero, mas em breve vou querer.
7 de junho de 2007
Querido diário
Ninguém quer saber, não é?
4 de junho de 2007
Apresentando Kelly M
Caros leitores, um abraço fraterno deste vosso amigo... rejubilo hoje com a certeza de que o Verão que se aproxima será de sucesso para a música portuguesa.
Como sempre, com a época estival, para lá dos biquinos cavados, das gaiatas mais atrevidas, as vozes mais belas e encantadoras da língua de Camões e da Paula Bobone lançam os seus álbuns de originais.
Perdeu-se o encanto do vinil, mas restou o nacional desafino.
Kelly M nasceu em Montreal, no Canadá, a 10 de Janeiro de um ano que desconheço.
É quase impossível falar de biografia: “Vou avançando na escola de canto, nas artes marciais, e na minha escola regular, mas quero cantar, viajar e encantar. A música sai de dentro de mim, e eu escuto-a no correr do sangue das minhas veias”.
Não imagina o meu ouvinte mais fiel o calor humano que encontro nestas palavras de Kelly M. Tão nova e já percebe que tudo o que entra, acaba por sair.
Cantar é o que mais gosta de fazer mas outras paixões se escondem debaixo dos seus olhos negros, expressivos, belos e reluzentes.
Com um raro e apurado sentido auditivo, a nossa Kelly, encantos mil, de que ouve o luar conversar com os visitantes da cidade onde os pais se fizeram mais que nha nha: o Porto.
Pergunta-se esse vosso amigo... será que no norte a lua também troca os ‘v’s’ pelos ‘b’s’?
Sente-se feliz e começa a voar em palcos de rua, Rádios e Televisões. Nela há a certeza de um talento e de uma combinação especial entre a inocência e a força que brotam do peito de menina ainda no início da sua carreira artística.
“Sou Boneca”, é o álbum que revela uma Kelly quase na puberdade, pois que, como saberão os meus estimados ouvintes, um abraço, amigos fraternos, nas raparigas o acne e demais manifestações chegam mais cedo.
Como é lindo o renascer da magia e do brilho da meninice!
“Sou boneca”... este boneco, que sou eu, apresenta Kelly M...
3 de junho de 2007
A rádio na primeira pessoa

Entre Novembro e Setembro deste ano ele vai realizar a Transat 6,50 – travessia do Atlântico em solitário de França até ao Brasil em barcos de apenas 6,50 metros, com total proibição de contacto exterior.
A actual Transat 6,50, mais conhecida por Mini Transat, foi criada em 1977 por o inglês Bob Salmon e desde aí a prova ocorre de dois em dois anos, sempre em anos impares, mas infelizmente ainda nenhum velejador Português participou, até agora.
O resultado final das muitas semanas de viagem será depois editado e transmitido. Uma verdadeira viagem, com a rádio a voltar à sua essência.
O desafio maior foi arranjar equipamento suficiente para todo o percurso, conseguindo-o sem roubar muito espaço à pequena embarcação. Foi conseguido.
30 de maio de 2007
29 de maio de 2007
O Metro Sul do Tejo
Que me desculpam os 'Linistas' deste país, mas não resisto a voltar ao tema. Breves instantes, para alguns momentos de glória.Ainda que, vendo as coisas por este prisma, convenhamos: O MTS são é, com toda a bravura, o melhor exemplo de povoamento do Império do Sul. Ainda bem que foi o Lino a inaugura-lo.
*grato, ACS


