15 de agosto de 2007
13 de agosto de 2007
(des)Ode aos dias presentes
Fui, fomos, feito(s) num acto de luxuria carnal. Dois amantes perpetuaram-me, aqui e além, com movimentos suados, cuja susbtância prefiro, pudor, ignorar. Facto: da troca de fluídos saí, saímos.
Sou uma existência não questionada. Imposto à condição de mediano na escala de classes definho um perfil que não pude escolher. Sou o que sou, porque quiseram que fosse.
Os anos roubaram a inconsequência dos actos, toldaram os pensamentos e quebraram a irresponsabilidade que têm os que gastam a sola dos Nike em atrasadas corridas ao som estridente do toque das 10:30. Do tempo das tardes de Agora Escolha, sentado no canto, recanto, da mesa da sala, restam memórias. Nem tanto, talvez.
Pequenos, desejamos crescer. Depois, sem darmos por isso, num indefinido fragmento de tempo, idolatrado à data, perpetuamente odiado, trocamos o consolo refrescante do Epá, pastilha morango, por uma refeição rápida, tomada na manjedoura do povo, shopping, dizem, para parecer bem.
Queremos crescer. Crescemos e passamos o resto da vida, longa por sinal, a querer encolher os anos. Eis-nos com o ‘peso da idade’, a saber-nos aos mortos não tarda. Convencidos, porém, do inverso do verso.
Por mim, tenho saudades do multibanco da mãe e dos mil escudos do pai. Trocava sem grande desconforto, a militância da emancipação, pelo desvinculado desprimor dos 8 anos mal completos.
Não encontro particular estímulo numa vida feita de patrões peludos e empregados escravizados pela relação laboral. Falta-me a ponta da vontade de imaginar 60 anos de contas para pagar, impostos a descontar, descabimentos no suportar.
Vou trabalhar para viver, enquanto espero morrer?
Desconheço a motivação da concepção em si(m). Que a genética invente, contudo, um mecanismo de alerta precoce. Que se legisle pela Interrupção Voluntária da Concepção. Que se explique aos afoitos espermatozoides no que dá ganhar a corrida da fecundação.
Somos orçamentos a 31 dias. Nascemos na ignorância e desgraçamo-nos daí em diante.
Sou uma existência não questionada. Imposto à condição de mediano na escala de classes definho um perfil que não pude escolher. Sou o que sou, porque quiseram que fosse.
Os anos roubaram a inconsequência dos actos, toldaram os pensamentos e quebraram a irresponsabilidade que têm os que gastam a sola dos Nike em atrasadas corridas ao som estridente do toque das 10:30. Do tempo das tardes de Agora Escolha, sentado no canto, recanto, da mesa da sala, restam memórias. Nem tanto, talvez.
Pequenos, desejamos crescer. Depois, sem darmos por isso, num indefinido fragmento de tempo, idolatrado à data, perpetuamente odiado, trocamos o consolo refrescante do Epá, pastilha morango, por uma refeição rápida, tomada na manjedoura do povo, shopping, dizem, para parecer bem.
Queremos crescer. Crescemos e passamos o resto da vida, longa por sinal, a querer encolher os anos. Eis-nos com o ‘peso da idade’, a saber-nos aos mortos não tarda. Convencidos, porém, do inverso do verso.
Por mim, tenho saudades do multibanco da mãe e dos mil escudos do pai. Trocava sem grande desconforto, a militância da emancipação, pelo desvinculado desprimor dos 8 anos mal completos.
Não encontro particular estímulo numa vida feita de patrões peludos e empregados escravizados pela relação laboral. Falta-me a ponta da vontade de imaginar 60 anos de contas para pagar, impostos a descontar, descabimentos no suportar.
Vou trabalhar para viver, enquanto espero morrer?
Desconheço a motivação da concepção em si(m). Que a genética invente, contudo, um mecanismo de alerta precoce. Que se legisle pela Interrupção Voluntária da Concepção. Que se explique aos afoitos espermatozoides no que dá ganhar a corrida da fecundação.
Somos orçamentos a 31 dias. Nascemos na ignorância e desgraçamo-nos daí em diante.
11 de agosto de 2007
"Eu amo cada um de vocês"
O que é nos faz virar máquinas de gritos quando vamos ao concerto da banda da moda e o vocalista grita o nome da cidade onde está a tocar?
É automático: "Boa noite Melgaço!" - uma gritaria frenética, louca e desenfreada.
A cena repete-se quando chega a parte de galantear o público, ao melhor estilo de Garrett: "Vocês são o melhor público que já tivemos. A sério, são fantásticos". Ou ainda: "Vamos comprar uma casa aqui, sentimo-nos tão bem que não queremos ir embora!".
Nós temos noção que eles disseram aquilo ontem e vão dize-lo amanhã, certo? Ainda assim não dispensamos um grito entre o louco e patético, como se acreditassemos verdadeiramente na mentira que nos está a ser imposta.
Se eles são estrangeiros, ainda mais rídiculo. Eles chegaram há 1 hora, sairam do aeroporto para o palco e dali vão direitos para o check in. Não vão ter tempo de atestar o carro, pagar crédito à habitação ou utilizar o Serviço Nacional de Saúde.
Depois, bem, depois assistimos a cenas como aquela da Whitney Houston, em Lisboa, gritou por repetidas vezes (durante todo o concerto, em bom rigor): "Boa noite Madrid!". Ao menos, no meio do embaraço, para nós, claro, vendidos definitavamente à vizinha E(e)spanha e ainda por cima por uma tipa que tem um tema com o nome Whatchulookinat, sempre foram evitadas faltas simpatias. A tipa estava ali a cantar porque alguém assinou o cheque (espero que não do BCP).
Pior vi eu aqui há uns anos: O Luís Represas a enganar-se no nome da terra por meia dúzia de quilómetros.
(e este texto acaba aqui, sem qualquer conclusão lógica).
É automático: "Boa noite Melgaço!" - uma gritaria frenética, louca e desenfreada.
A cena repete-se quando chega a parte de galantear o público, ao melhor estilo de Garrett: "Vocês são o melhor público que já tivemos. A sério, são fantásticos". Ou ainda: "Vamos comprar uma casa aqui, sentimo-nos tão bem que não queremos ir embora!".
Nós temos noção que eles disseram aquilo ontem e vão dize-lo amanhã, certo? Ainda assim não dispensamos um grito entre o louco e patético, como se acreditassemos verdadeiramente na mentira que nos está a ser imposta.
Se eles são estrangeiros, ainda mais rídiculo. Eles chegaram há 1 hora, sairam do aeroporto para o palco e dali vão direitos para o check in. Não vão ter tempo de atestar o carro, pagar crédito à habitação ou utilizar o Serviço Nacional de Saúde.
Depois, bem, depois assistimos a cenas como aquela da Whitney Houston, em Lisboa, gritou por repetidas vezes (durante todo o concerto, em bom rigor): "Boa noite Madrid!". Ao menos, no meio do embaraço, para nós, claro, vendidos definitavamente à vizinha E(e)spanha e ainda por cima por uma tipa que tem um tema com o nome Whatchulookinat, sempre foram evitadas faltas simpatias. A tipa estava ali a cantar porque alguém assinou o cheque (espero que não do BCP).
Pior vi eu aqui há uns anos: O Luís Represas a enganar-se no nome da terra por meia dúzia de quilómetros.
(e este texto acaba aqui, sem qualquer conclusão lógica).
8 de agosto de 2007
7 de agosto de 2007
2 de agosto de 2007
O dele
(e mais um post com um título descabido)
A partir de agora nunca mais me perco. Tão pouco apanho sustos daqueles por cruzar um carro da polícia enquanto faço uso do telemóvel.
Confesso, tentei o auricular. Acontece que a minha orelha é demasiado pequena para que o 'coiso' perceba o sítio dele. 200 metros após, cai.
Portanto, Pinguina, minha filha, nunca mais viramos à direita e só 20 km depois nos apercebemos que devia ter sido esquerda. Da mesma forma, agora já te posso ligar sempre que vou a conduzir... NOT!
30 de julho de 2007
87 minutos de cinema
26 de julho de 2007
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