"Oh chefe, isso é jactância de ardilosos palradores ao serviço da bazófia ululante de certa cáfila arisca!"
23 de setembro de 2007
Conselho laboral
"Oh chefe, isso é jactância de ardilosos palradores ao serviço da bazófia ululante de certa cáfila arisca!"
20 de setembro de 2007
A propósito da saída de Mourinho do Chelsea

- Ter estado vinculado por contrato de trabalho
Confere. Tinha um contrato e até bastante cobiçado.
- Verificar-se inexistência total de emprego.
Confere. Está desempregado, tem mulher, filhos e uma cadela para sustentar.
- Estar em situação de desemprego involuntário.
Confere. Ele diz que saiu de livre vontade, sabemos que é mentira. Foi corrido pelo 'padrinho'.
- Estar inscrito para emprego no Centro de Emprego da área de residência.
Confere. Fonte do centro regional de Setúbal já confirmou ter recebido a inscrição do treinador português, que deve agora iniciar formação intensiva de italiano.
Por outro lado, diz a legislação em vigor que o subsídio de desemprego diz respeito a 65% da remuneração de referência. Assim, tendo por base os €10 000 000 de ordenado auferido por Mourinho, o valor mensal do subsídio deve rondar os €541 666, contas por alto.
Rotina
No primeiro andar, duas almofadas refrescam do suor nocturno dos seus ocupantes. Fronha branca, sempre.
Do lado de lá, uma senhora que passeia o cão. Sempre à mesma hora, no mesmo local. Veste um roupão branco e calça uns chinelos. As noites deve estar mais frias: passou o Verão todo a mostrar as pernas e hoje saiu à rua de pijama comprido.
Ao virar da esquina, o senhor do R/C, segurança, veste fato cinzento, gravata vermelha, entrincheirada em camisa branca. Põe a Renault a trabalhar enquanto espera mulher e filha.
Faço que digo bom dia ao cenário matinal. Afinal, são as primeiras pessoas acordadas que encontro às 6:45. Há tantos anos que acordo às seis, que deixei de ter sono. Menos, por certo, do que o sujeito mal vestido que espera o autocarro para Cacilhas, curvado sobre si mesmo, fisgando o que sobra do orvalho da noite.
Deles conheço o rosto, um ou dois hábitos e pouco mais. No essêncial, são meus vizinhos e é tão reconfortante sabe-los ali, como inquietante imaginar quebrada a rotina.
Faço a curva e entro na nacional. Daí em diante é estrada, urbanidade e pouco mais.
19 de setembro de 2007
17 de setembro de 2007
Sócrates nos EUA: evidência
Digam-me se isto não é hipotecar o futuro do país:
- Empatia desportiva (especialmente Futebol)
- Disponibilidade para trabalhar em todos os seguintes turnos de forma rotativa (Turno 1: 10h00 às 14h00; Turno 2: 14h00 às 19h00; Turno 3: 19h00 às 24h00) e ao fim-de-semana
- Conhecimentos de informática na óptica do utilizador
- Forte sentido de responsabilidade
- Facilidade de aprendizagem.
Local: Linda-a-Velha
Duração: 6 meses
Oferece-se: Subsídio para Despesas (150€)
Excelente ambiente de trabalho
Disponibilidade: Imediata
Já o disse aqui uma vez, num artigo sobre o estado do jornalismo. As empresa de comunicação que desconsideram o facto humano, abdicam da força da vontade, pelos trocos da necessidade. Vai mal a profissão e mal vai o país.
14 de setembro de 2007
A propósito do "murro" do seleccionador nacional ao jogador da Sérvia
Dia 14 voltou a comentar:
Os videos têm a sua piada, até porque ele é, em geral, engraçado. Agora, Ricaro, amor, a tua t-shirt é igual nos dois videos. Tu não mudaste de roupa de quinta para sexta-feira?
13 de setembro de 2007
Ainda a polémica do campo de milho transgénico invadido no Algarve: O video da entrevista de Mário Crespo a Gualter Baptista
Dias depois de um grupo de meninos mimados ter usado da cobardia, ofuscada pelo anonimato dos panos que poupam aos pais a vergonha de terem criado um filho para aquilo, para destruir um campo de milho transgénico, Mário Crespo levou Gualter Baptista ao Jornal das 9, na Sic Notícias.
A entrevista resultou em algum polémica, com alguns conservadores da profissão ou simples opinadores do todo, pedagogos de um jornalismo travestido de isenção, a demonstrar incompreensão pelo tipo de entrevista conduzida pelo experiente pivot.
Devo dizer que admiro o Mário Crespo. Conheço-o pessoalmente, embora não tenha trocado com ele mais do que palavras de circunstância. O jornalismo do Mário Crespo, ao melhor estilo norte-americano, viola 90% das regras do jornalimo de academia. Contudo, o que ele fez foi perguntar àquele sujeito, homem de ideias que chocaram o país, o que devia ser perguntado.
Crespo conseguiu fazer aquilo que eu próprio procuro fazer quando exerço: quebrar protocolos e perguntar o que o decoro impede. No caso, pecará pelo exagero de estílo. Ganha, certamente, na substância.
Editei o original da entrevista, com mais de trinta minutos, apresentando no video que acompanha o post um compacto de cerca de oito minutos. A ver e tirar conclusões.

