
Seria um produto de qualidade, que apostaria na forma mais nobre de fazer jornalismo, a reportagem. Com conteúdos variados, deixaria para segundo plano o noticiário do dia, para desenvovler temas de interesse público. Marcaria a agenda pela profundidade dos temas e pela irreverência de cada edição.
Se eu tivesse um jornal, seria um semanário e seria gratuito, mas não como os gratuitos que circulam por aí - com redacções cheias de estagiários, que mal sabem escrever ou não passam de esforçados miúdos, iludidos por um sonho que não se vai concretizar, porque o jornalismo actual não é como eles pensam.
Ainda assim, todos quantos lá trabalhassem amariam a profissão. Ninguém teria um horário a cumprir, porque não seria preciso. Os ordenados seriam tão bons quanto fosse possível e o ambiente exemplar. Seria uma redacção com muita luz, numa sala ampla, em que cada um teria o seu próprio espaço, que decoraria e usaria ao seu gosto. A
net seria de acesso livre, sem
sites restritos.
Nas páginas, nem um comentador dos habituais. Gente de ideias feitas, mas com o ingrediente 'novidade'. Académicos, intelectuais, cientistas, escritores e até jornalistas. Mentes brilhantes, enfim.
Cada peça seria pensada, investigada, reflectida e amadurecida antes de ser publicada, sem espaço para o jornalismo de agência.
Se eu tivesse um jornal, quando eu tiver um jornal, seria, vai ser um jornal de jornalismo e sei que percebem o que quero dizer.
Tenho tudo. Tenho a ideia, tenho a certeza de que vai funcionar. Tenho a
pessoa certa e sei quem mais convidar. Alguém quer pagar?