12 de janeiro de 2009

De partida [e de regresso]

A verdade é que já fiz as malas. Levo na bagagem recordações dos dias que passei com a minha gente e parto de consciência tranquila. Afinal, de uma maneira geral, fiz tudo o que esperava fazer, visitei todos os que esperava visitar e acertei umas contas que estavam por acertar.

Encontramo-nos [novamente] em Angola. E olhem que não se está nada mal por lá.

Frio nas escolas


Do tempo em que era aluno do secundário lembro-me das vezes que um colega meu, pouco disposto a suportar o tremendo frio que se fazia sentir no interior das salas de aula, ia para a escola - juntado-lhe uma pitada de ironia - com um aquecedor. Aquele aquecedor era um consolo para ele e para mim, que partivalha a mesma carteira.

Desde essa altura já passaram uns bons 10 anos e hoje, ao ver as notícias do tempo, reparei que nada mudou. As [algumas] escolas estão melhor equipadas, mas o Governo - este, outros - continua(m) a achar que aquecedores ou sistemas de aquecimento são absolutamente desnecessários.

Entristece-me ver alunos, da idade que eu tinha quando pensei fazer o mesmo, em protesto (e com fundamento!), gritando "tenho frio". É que têm mesmo, acredito que sim.

Mais do que um caso de direito ao calor - trata-se disso, também - há aqui uma espécie de respeito pela condição do estudante e do professor. Só quem nunca passou um dia de aulas em salas geladas, de casaco apertado, gorro na cabeça e luvas nas mãos pode minimizar o que é tentar ensinar ou tentar aprender nestas condições.

À Ministra - respeitosos cumprimentos, minha querida - falta-lhe desligar o AC do gabinete por umas horas. Duas ou três, apenas. Não quero que o frio lhe tolde o pensamento. Vai precisar dele para perceber que Portugal não é um país quente e que o melhor é mesmo mandar toda a gente à Worten.

4 de janeiro de 2009

Portugal, Lisboa e Seixal

Como está frio nesta terra. Já me tinha esquecido - creio - que o Inverno (o Inverno existe mesmo) é frio, chato e é aqui. Os centros comercias (o Belas não é original) têm sempre muita gente. Há limites de velocidade e Brigada de Trânsito. Há missa, fé e fieis. Há cheiro a Portugal e ar sem poeira.

Houve até, imagine-se, uma lagriminha ao perceber o perfil da cidade, mesmo antes de aterrar.

2 de janeiro de 2009

Portugal é já ali...


Amanhã volto para a minha terra. São 10 dias apenas, nem tanto, se contarmos com a viagem. Não são só férias. Aliás, a dezena pouco tem de descanso. Não quero que tenha. Apetece-me fazer da breve estadia um reencontro.
Vou estar com a família, com os amigos e com os lugares que já foram meus. Vou-me encontrar com a vida que deixei e tentar perceber se ainda há casa nesse passado.
Não tenho saudades de Portugal, apenas das pessoas que lá deixei e com quem agora vou estar. Elas fazem a memória que levo comigo e dão verdade a esta saudade que tenho. Vou ajustar contas com ela, atestar-me de lembranças e depois volto. É um até já Angola.

1 de janeiro de 2009

Reveillon

Comecei às 18h00, acabei às 6h30. Estive na festa dos Informais, no Jango Veleiro - Ilha. Passei pelo Cine Tropical e regressei ao Jango.

Estive com dois colegas, bebi pouco e comi mal. Conduzi quase 200 quilómetros e perdi várias horas no trânsito.

Já de manhã fui levar gente a casa.

Sim, meus queridos, estive a trabalhar e nem dei pelo meia-noite.

30 de dezembro de 2008

Quem é quem?

Sabem quem é o Milton Barros, a Ary, o Big Nelo, o Paul G e os Armysquad? Conhecem os Queima Roupa, o Carlos Burity, Papa Ngulo ou o Jorge Antunes? E a Karine Manita, a Érica Nelumba ou a Elizabeth Santos?

Eu conheço-os a todos. Sou ou não sou uma pessoa bem relacionada?

Legenda:

Milton Barros - desportista
Ary - cantora
Big Nelo - cantor
Paul G - cantor
Armysquad - grupo musical
Queima Roupa - grupo musical
Carlos Burity - cantor
Papa Ngulo - actor
Jorge Antunes - apresentador de televisão
Karine Manita - Miss Angola 2000
Érica Nelumba - cantora
Elizabeth Santos - estilista

Cuca

Sim, eu bebo cerveja. E quando quero comprar vou ao prédio, em frente, acordo uma senhora que vem à porta de pantufos e dou-lhe 1000 kwanzas, em troca de um saco cheio de latas de Cuca. Fico sempre com a sensação que ela me quer levar para a cama.

E vou a Portugal

De férias, afinal. Chego a Lisboa dia 4 de madrugada. São 10 dias para descansar, lembrar-me do meu país e sentir saudades do que deixo. Uma dezena para regressar. Para querer voltar.

Vou abrarçar-te, pai. Vou beijar-te, mãe. Vou passar tempo contigo, sim.

Vou voltar a casa, só de passagem, mas vou.

Durante a minha ausência

Estive a um passo de ir embora. Estive de malas feitas, decidido a regressar a Portugal. Interessam poucos os motivos, interessa, isso sim, que acabei por ficar.

Frustrado, cansado, magoado e corrido imaginei-me de volta a casa (à de lá).

Acabei por ficar.

Fiquei pela terra, pelas pessoas, pelo cheiro, até pela poeira, pelos buracos na estrada, pelo engarrafamento, pelos vendedores no engarrafamento. Fiquei porque gosto de estar aqui. Porque o meu tempo não tem fim.

Fiquei porque me pediram para ficar. Fiquei porque me pediste para ficar.

Das boas festas

Os votos de boas festas são feitos de lugares comuns. Assim, este ano, o que eu quero mesmo é que vocês se danem.

Obrigado.