11 de fevereiro de 2009
8 de fevereiro de 2009
A Inês
A minha prima Inês tem 20 anos (são 20, não são?). Eu lembro-me do dia em que ela nasceu e mais tarde, quando chegou a casa, vinda da maternidade. Sempre foi brilhante, ela.
A minha avó - e já falei sobre a minha avó aqui - queria que um dos netos amasse a música. Todos fomos tentando, mas só com a Inês é que a coisa resultou.
Se a memória não me falha, começou com umas aulas na casa da vizinha, daí ao conservatório foi um pulo e do conservatório para a Escola Superior de Música outro salto. Tudo feito com a naturalidade que só conseguem os que nasceram destinados.
A minha prima - e como eu a amo - já tocou em muitos sítios, mas hoje tocou no Centro Cultural de Belém. Ela tocou lá e eu não a vi tocar.
30 de janeiro de 2009
Ai Fernanda, Fernanda... eu sei o que é que tu queres dizer com isso!
Vale a pena espreitar o artigo que a Fernanda Câncio assina hoje do Diário de Notícias. Ela consegue falar de José Sócrates, seu namorado, sem nunca referir o nome do próprio. O Zola fica-lhe tão bem. Leiam, leiam.A imagem saiu daqui http://avaria.no.sapo.pt/
23 de janeiro de 2009
De como pedi dinheiro a um agente da autoridade
Ainda a propósito dos documentos perdidos - e entretanto encontrados - escapou-me uma informação importante. Apesar de não ter como me identificar, a verdade é que achei que o mais prudente seria mesmo dirigir-me à esquadra mais próxima (a não mais de 500 metros da televisão) e apresentar queixa. Se o pensei, melhor o fiz.
Na esquadra de Talatona - a zona mais chique de Luanda, uma espécie de Belas Clube de Campo - sou recebido por um senhor agente da autoridade que me leva para uma sala. Convida-me a sentar, o que faço com satisfação.
O banco, corrido, de madeira, está ligeiramente tombado, parece-me, mas logo percebo que não. Afinal, torta está a mesa, que só tem pernas de um dos lados, pelo que do outro está encostada à parede, desafiando toda a lógica.
Faço a participação, colocando nela toda a minha alma. Procuro não me esquecer de nada importante que estivesse dentro da mala e quando concluo o detalhe apercebo-me do jogo de cores que o agente usou para redigir a participação. Sou, contudo, informado da total inutilidade da meia hora passada. Afinal, na segunda-feira (sim, porque só nos dias de semana se fazem participações) teria que ir ao comando central preencher alguns formulários e apelar à compreensão do senhor comandante.
À saída - recordem-se que referi anteriormente que o episódio me havia causado um avultado prejuizo e que, por conta dele, vi-me sem qualquer forma de acesso às contas bancárias - uma mulher de farda chama-me e pede-me, aqui está a cereja no topo do bolo, "alguma coisa para comprar refrigerantes no fim-de-semana".
Com a minha habitual simpatia - sou mesmo simpático, não é ironia - respondi que não tinha - e acrescentei que "se os senhores tiverem alguma coisa para mim, eu agradeço".
21 de janeiro de 2009
A vida em directo
Detesto telemóveis esquecidos em cima das secretárias e que passam horas a tocar. É o que está a acontecer, desde há muito, ao da minha directora de produção. Deus me perdoe, mas não sei se devo desligar o aparelho ou a proprietária quando voltar.
20 de janeiro de 2009
A mala perdida (take II)

Não sei se recordam de ter contado aqui o meu triste episódio da mala perdida. Podem procurar o post no arquivo de 2008.
Pois é. Acontece que não há uma sem duas (e espero que haja duas sem três). Perdi a minha mochila e desta vez foi bem mais dramático.
Dentro da minha malinha gay estavam todos os meus documentos (passaporte incluido) e 300 doláres, que tinha levantado para o fim-de-semana. Foi tudo à vida.
A história seria dramática, se não fosse parva e vergonhosa... para mim próprio.
Saí do carro para telefonar, peguei na mala e deixei-a no tejadilho do carro. Telefonei, guardei o telemóvel no bolso e arranquei com o carro. Onde ficou a mala? Pois.
Felizmente o ladrão (obrigado Sr. Ladrão) foi um homem de bem. Ficou com o dinheiro, com a própria da mala, com um livro do Gabriel (esse aí do lado) e com um CD não sei de quem (até porque eu era o portador), mas devolveu os documentos.
Agora, estou falido... mas documentado.
Sobre o dito cujo

Agora é que o mundo vai ver do que o Obama é capaz. Depois de meses de expectativas, de semanas de sonhos, o homem está no lugar para o qual foi eleito. Já aqui o disse que, inevitavelmente, Barack vai ser uma desiluasão para aqueles que, eventualmente mais populistas, acharam que dele surgiria a salvação para os problemas da humanidade. Ainda assim, não nego o meu total apoio ao novo "dono disto tudo", porque sonhar não custa e "acreditar é preciso".
O tempo cuidará de fazer das suas e a realidade das decisões dará vida ou sentença de morte aos mitos que se foram criando.
Update
Eu sei que muitos de vocês invejam a vida que levo em Luanda (not). Passei um fim-de-semana maravilhoso (o primeiro fora da capital, imagine-se) em Cabo Ledo, a pouco mais de 100 km da confusão. Comecei a semana com um passeio de barco no rio Kwanza... ossos do ofício.
Sim, estou bem, já que perguntam.
14 de janeiro de 2009
Cheguei
Estou de regresso a Luanda. Ao lixo nas ruas, ao engarrafamento no trânsito, ao cheiro a esgoto. E também ao meu corredor sem ar condicionado, apinhado de gente, ao meu apartamento com infiltrações, à internet a 200kbps e à televisão que há-de ser.
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