16 de junho de 2009
Quinta-feira é o fim
Vou deixar de me coçar como um cão sarnento. Marquei consulta no dermatologista.
15 de junho de 2009
Sobre as palavras escritas
Acabei de ver um filme. Foi com ele que dei por mim a pensar no poder das palavras escritas. Quando falamos, enquanto mantemos uma conversa com alguém, as palavras que usamos tendem a perder-se pelo caminho. De resto, se o destinatário tentar repetir o que dissemos, dificilmente fará melhor do que aproximar-se da essência da mensagem.
Ao invés, se escrevermos, depois de o termos feito, fica tudo ali, escarrapachado. Com as palavras escritas, não há volta à dar. Não vale o argumento "não foi isso que eu quis dizer". Pois não, mas foi isso que escreveste, oh meu!
Se calhar, é melhor termos cuidado com o que debitamos para o papel (seja-o ou não). É cá por coisas.
12 de junho de 2009
Este blog está uma coisa estranha
O título não é exagero, este blog está mesmo a ficar uma coisa estranha. Acontece-me com frequência um colega de empresa (e recorde-se a minha actual localização geográfica) abordar-me com um comentário sobre um qualquer post que publiquei neste espaço.
Para mim isto é muito estranho. Desde logo, porque não faço a mais pequena ideia sobre o caminho que fizeram até chegar à minha Marcha. Depois, porque o inesperado é sempre surpreendente, por si.
A nova moda desta blogsfera caseira é o "vestido amarelo". Perdi, entretanto, a conta à quantidade de pessoas que já me abordarem, escreveram ou telefonaram a comentar os vestidos amarelos. Os deles, das suas vidas e os da minha, também.
Para mim isto é muito estranho. Desde logo, porque não faço a mais pequena ideia sobre o caminho que fizeram até chegar à minha Marcha. Depois, porque o inesperado é sempre surpreendente, por si.
A nova moda desta blogsfera caseira é o "vestido amarelo". Perdi, entretanto, a conta à quantidade de pessoas que já me abordarem, escreveram ou telefonaram a comentar os vestidos amarelos. Os deles, das suas vidas e os da minha, também.
10 de junho de 2009
A Marcha cheia de si

Recebi o Dia de Portugal com um concerto de Mariza. Não foi sequer televisivo, já que a mocita veio mesmo até Luanda. Poupo-me à parte dos rasgados elogios e passo directamente para o orgulho patriótico, consumado no sacrifício pessoal a que obriguei a equipa que saiu para trabalhar comigo na cobertura do evento.
Ando há quase um ano a levar, ao ritmo de, pelo menos, uma vez por semana, com "shows" da Ary, da Pérola, da Patrícia Faria, do Paul G, do Big Nelo e do Anselmo Ralph, para citar os mais pronunciáveis. Hoje obriguei toda a gente a ficar até ao fim da apresentação: E foram duas horas e meia de fado!
Meus amigos, viva Portugal, viva Camões e vivam as queijadinhas de Sintra. Ou os pasteis de Belém? Não, as queijadinhas.
8 de junho de 2009
Momento gay
Acabei de sair do wc. Estive lá com um gajo, não a fazer um "buraquinho da glória", mas a cortar o cabelo. Eu a ele. "Ela" a mim.
As eleições, o Nuno Melo e o Paulo Portas

Das eleições, nada de novo. Não fiquei surpreendido com a vitória do PSD, nem com a subida genérica da esquerda. O acto de ontem mostrou que Vital Moreira foi uma má escolha socialista e que os portugueses interessam-se pouco pelas coisas da Europa.
A grande revelação da noite foi mesmo o grau de afecto que existe entre Paulo Portas e Nuno Melo. É sempre bonito ver um homem emocionar-se. Agora, se a lagriminha marota aparecer ao som das palavras "Paulo, quero-te dizer... é sua, merece-a", a coisa começa a ficar estranha.
Não me interpretem mal, mas acho muito suspeito aquele toque do Paulo no ombro do Nuno. Sou capaz de jurar que ouvi ali um "ai Nuno, pára com isso".
Numa nota pessoal, ainda bem que o Vital perdeu. Há-de-lhe sobrar mais tempo para voltar a ser aquilo que as crianças esperam dele: o Avô Cantigas.
O post para a angolanidade
A guerra das garrafas

Parece que alguém resolveu avariar a bomba de água que garantia o abastecimento do prédio onde moro. Assim sendo, porque a água aqui não tem muita pressão e os cortes na rede são frequentes, não há como retirar a reserva que fica nos depósitos de 5000 litros que temos. Assim, só muito raramente é que tenho água nas torneiras (e sou um privilegiado: a maior parte das pessoas não tem, sequer, torneiras em casa). Nesses períodos, além de tomar banho, ocupo-me a encher dezenas de garrafas, bacias e baldes, preparando-me para as horas secas seguintes.
A tarefa não é fácil. Não é.
4 de junho de 2009
Aquela cena das muitas mulheres que me querem para pai dos seus filhos não é boato:
Ainda bem que eles não tiveram acesso às msgs!
Ai amori! Então eu descubro por aqui que tens mensagens no telemóvel de todas as mulheres que te desejam?! Está bem, eu deixo...
Vá lá, do mal o menos, ficaste com os cartões e ainda tiveste sexo pós-momento-de-grande-perigo. Não faz mal...longe da vista longe do coração ;)
Beijo*
Nunca desiludes e é por isso q te amo. Pinaço do bom logo depois de uma cena dessas! És muito grande!
Adorei a parte do "fizemos amor logo ali".
Gosto deste blog.
Abraço
Mas sabem qual é o vosso azar, queridas? Nenhuma de vocês é a dona do vestido amarelo.
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