3 de outubro de 2007

Do Catolicismo

A modernidade tem destas coisas. Tenho o hábito de enviar mensagens de correio electrónico a torto e a direito. Reclamo, acuso, digo e não me calo.

O último e-mail que enviei foi para um bispo e para um padre. Exactamente o mesmo texto, com reflexões pessoais sobré fé, a minha fé. Carreguei no send sem espererar uma resposta, pelo menos da eminência, que julguei demasiado ocupada com as aparições.

Enganei-me.

O e-mail obteve resposta. Do sacerdote, primeiro. Do bispo, depois. O conteúdo da mensagem original e da resposta que dela surgiu não interessa para o caso. Destaco apenas o tom descomprometido da mensagem recebida. Num caso como noutro, para minha confessa surpresa, a linguagem foi cordial e as palavras de compreensão. Não negando o rigor da doutrina, abriu-se um espaço ao diálogo fraterno entre quem pergunta e quem responde. Li sobre amor, sobre compreensão, diálogo e entrega. Recebi um convite a um encontro presencial.

Podemos, continuamos, a discordar do fundamento. Concordamos na urgência de debater ideias. Há muito tempo que o catolicismo não me surpreendia tanto como hoje.

1 comentário:

Cientista disse...

Há um certo número da Europcar UK que ficaria feliz de ouvir tão contestária voz! A minha já ouviram, e em breve conhecerão também a tinta da minha impressora!

Mas eu não tive boas surpresas no fim.